
delicada
nem parece que vive, parece bordada,
- como a boneca de seda de um desenho
de uma antiga almofada que eu tenho...
fazem lembrar finos traços de uma filigrana,
e tão frágeis me parecem, tuas mãos,
teus braços,
que nem sei se és de carne ou se és de porcelana...
Bonequinha de louça
tua alma é um fio de seda, estou bem certo,
e a minha imaginação criou para o teu destino
uma lenda encantada:
- jura que tu fugiste de algum livro
e que eras a ilustração de uma história de fada !
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( Poema de JG de Araujo Jorge extraído do livro
"Vol. I - 1a edição 1965 )
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